Café Colonial Bela Vista – Gramado

 Marcel Bezerra, jornalista Fortaleza-Ce ( 26.10.2010)
Café Colonial Bela vista – Gramado
Pra quem nunca esteve aqui, vai a primeira dica para quando você for a esse Café Colonial: reserve-o como programa de uma noite, porque senão o restante do seu dia será inutilizado pelo pecado da gula.

A R$ 38 por pessoa, eles empanturram você de comida de quase toda versidade: grelhados de frango, lombinho, linguiça cozida (ótima), morcela (segundo o wikipedia, um enchido [ou embutido] sem carne, recheado principalmente com sangue coagulado e arroz, de cor escura característica), salgados de queijo e presunto, sanduíches, pizzas, polenta, bolo de cerveja, rocambole de doce de leite, bolo de amendoim, torradas, pão, quejo, presunto, salame, nata, geléias, waffle, frios, pão de queijo, bolo de chocolate, de cenoura e de laranja. Tudo regado a suco de uva e vinhos tintos e brancos, secos e suaves. Pra comer e beber o quanto aguentar.

Como se não bastasse, tem ainda um buffet de sobremesas, cada torta mais ‘pecado’ que a outra, e sorvetes de ruma. Como se (ainda) não bastasse, tem também o strudel de maçã, quentinho, não tem como enjeitar.

Pra quem quer demorar e poder curtir um pouco mais à noite, recomenda-se ir comendo com parcimônia, fazendo bom uso do vinho. Senão, rapidinho você volta pro hotel, porque nem uma caminhada vai aguentar fazer pra ajudar na digestão.

Confesso que eu e Lara lutamos com todas as forças pra ficar mais tempo no Café Colonial, mas quando nos demos conta, já era tarde demais. Com o “bucho chei”, só conseguia me lembrar de uma rede armada pra deitar.

R$ 83 foi a conta, esse é um lugar que vale a pena, porque toda comida lá é gostosa, por isso é muito difícil se segurar. Diante de tanta guloseima, só lembrei de mamãe, do Filipe e da Liana.

Resultado: voltamos ao hotel umas 19h30 e literalmente capotamos, até conseguirmos sair, em luta com o frio nunca antes experimentado, para o passeio sem futuro às 23h. E nessa quarta a mínima promete ser de 6°C, mais frio ainda.

Na volta, depois de constatar as primeiras hortênsias já dando o ar da graça (disseram que em dezembro é que fica bonito mesmo) consultamos algumas casas que oferecem a tradicional “sequência de fondue”. Sem querer incorrer em qualquer tipo de análise comparativa sobre a formação social e econômica do NE e do Sul, no contato com as pessoas que nos atendem, uma coisa chama a atenção: a maneira atenciosa como todas elas – do auxiliar de serviços gerais até o dono do estabelecimento, em todos os locais -, tratam bem o turista. Cortesia, educação e disponibilidade que em nada lembram o comércio cearense. Todo mundo aqui é qualificado para o exercício da atividade turística, conhece muito bem tudo. Um garçom do Café Colonial até arriscou falar de como o agronegócio subutiliza as terras do RS, onde, segundo ele, poderia haver maior produtividade. Pode? A minha constatação é óbvia: a gente tá acostumado com a brutalidade mesmo.

Bom, findo esse relato/desabafo, com a Lara já dormindo aqui ao lado (isso é que é dormir!), vou tentar pegar no sono não sei como, porque já o fiz demais na noite de ontem.
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